t e m á t i c a

Estava lendo uma matéria na revista Piauí deste mês (março/2012) em que um tal Paulo César de Araújo faz algumas reflexões e ponderações sobre o que eu chamaria de "música midiática";


Veio-me, então, à cabeça outra questão paralela, ou relacionada:


Um certo preconceito existente no meio cultural atual em relação às músicas de tempos passados, e que fizeram muito sucesso, na voz de grandes cantores populares, mas que, o tempo... apagou?


Acredito existir algum tipo de discriminação no meio cultural, alimentada por essa mídia alienante que aí está, e que, com certeza, não se apóia em valores técnicos, estéticos, artísticos e populares para veicular e divulgar certos produtos ou obras artísticas.


Acho tudo isso muito estranho e degradante. E diria até, um tanto quanto suspeito.


Tantas obras artísticas de tempos passados (músicas, filmes, peças de teatro, livros...) completamente esquecidas - e, não só isso, mas, o que é pior, como eu tento colocar aqui - desvalorizadas, estigmatizadas.


Enquanto que, por outro lado, nestes tempos atuais, onde tudo é tão legal e moderno, nos enfiam goela abaixo; ops! - ouvidos adentro, olhos adentro, mente a dentro, produtos e obras de valor tão duvidoso, coisas absurdas, patéticas e, às vezes até chulas, vazias, e que acabam influenciando modos e costumes - padrões de comportamento. Os Big Brotheres da vida que o digam; novelas, telejornais,  debates sobre economia, violência. Nossa! Tudo tão oco, tão raso, tão pouco. A meu ver, pontos de vista tendenciosos do que interessa expor, a fim de se manter "o rebanho sob controle", à entrada do matadouro nosso de cada dia.

Penso que, se quiser ser sincero comigo mesmo e com meus amigos, não devo (na medida do possível) compactuar com essa situação, alimentar essa farsa.
  
Assim, com este blog, procuro me libertar dessa "redoma invisível", e postar - livremente (espero) - algumas coisas do meu cotidiano, bem assim algumas músicas que também me agradam, além de outras que, num passado distante, fizeram parte da minha realidade.


Algumas canções que eram cantadas por meu pai, o qual, juntamente com seus dois irmãos, Carlos e Antonio, formavam um conjunto musical, quando morávamos no bairro do Jardim Tremembé, em São Paulo, em meados dos anos 60,  época em que passavam noites e fins de semana tocando em casa e, principalmente, pelos bares e "botecos" da vida.